segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entrevista com Bárbara Ramalho


Bárbara Ramalho, nascida nas Caldas da Raínha a 15 de Abril de 1989, iniciou os seus estudos artísticos em 2004, ingressando no Ginasiano Escola de Dança.
Prosseguiu os seus estudos na área das artes performativas na Escola Superior de Dança, terminando no ano de 2010 a licenciatura em criação/interpretação onde trabalhou com os coreógrafos Guillermo Weickert, Rui Lopes Graça e Bruno Cochat.
Actualmente lecciona aulas de ballet e dança criativa para crianças a partir dos 3 anos.
No presente ano fez parte do GTN -Grupo de Teatro da Nova, dirigido pela encenadora Adriana Aboim e integrou no Projecto Terra2 (Arts and climate change), criação em espaço público, promovido pelo Maria Matos e pela Transforma.




O que é a Dança para ti? 

“A vontade de me expressar através do corpo é algo que sempre esteve presente na minha vida, sempre senti um turbilhão dentro de mim...havia algo a fervilhar e eu só não sabia como podia fazer isso passar cá para fora. Quando descobri a dança comecei a conhecer o meu corpo e a entender de que forma é que podia extravasar todas as emoções, pensamentos, preocupações e sentimentos. Essa descoberta fez-me bem...senti-me bem e quis continuar! O que danço é uma continuação daquilo que sou. Para mim a dança acontece quando um corpo que tem algo para dizer está em movimento”. 

Qual a Função da Dança? 

“A dança tem um papel muito importante na área da sensibilização para temáticas e problemáticas contemporâneas, é um veiculo de comunicação e expressão artística que pode ser utilizado de diversas formas.”




Como propões motivar o público português a ir assistir as tuas criações/interpretações? 
“Parece-me que a dança contemporânea ainda tem um longo caminho a percorrer aqui para conseguir movimentar e motivar um maior número de público. Talvez devêssemos começar a pensar mais em levar a dança até às pessoas, confronta-las de uma forma inesperada porque o publico português está desabituado e é desconfiado mas se for confrontado se calhar até gosta e repete. Mas, para mim, mais importante do que ter um grande numero de pessoas a assistir às minhas performances, é ter pessoas interessadas, disponíveis para ver algo novo e com espírito critico. Não quero que vejam as minhas coisas e digam só que é bonito, quero que me questionem e façam pensar acerca daquilo que fiz, porque é isso que faz amadurecer o meu trabalho e encontrar o meu caminho.”

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